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dimanche 28 avril 2013

OS NINHOS.


OS NINHOS.

Os passarinhos
Tão engraçados
Fazem os ninhos
Com mil cuidados
Foto net.

São p’ra os filhinhos
Que estão p’ra ter
Os passarinhos
Os vão fazer.

Nos bicos trazem
Coisas pequenas
E os ninhos fazem
De musgo e penas.

Depois lá têm
Os seus meninos
Foto net.
Tão pequeninos
Ao pé da mãe

Nunca se faça
Mal a um ninho
A linda graça
De um passarinho.

Que nos lembremos
Sempre também
Do pai que temos
Da nossa mãe.

Afonso Lopes Vieira.

samedi 12 janvier 2013

POEMA AS CRIANÇAS QUE NAO CHEGARAM A SE-LO.


.

Por Fernando S. Leitão.

As arvores apontam para o céu,
Indicando o Criador,
E preciso empenharmo-nos,
Para que no mundo haja mais amor.

O mundo seria diferente,
Se nele houvesse mais amor,
Devemos escutar com atenção,
O que diz o Criador.

Com o cuidado duma flor,
Deviam ser acarinhadas,
A falta disso condu-las,
A serem tão desprezadas.

Se às crianças do mundo,
Escutassem os seus ais,
Para eles o Mundo sorria,
E era risonho para seus pais.

A realidade é bem dura
Para as crianças e não só,
Muitos lobos da sociedade,
Pensam que nunca vêm a ser pó

Meninos esfomeados,
Todos deviam ter pão,
As pessoas esquecem-se,
Que Deus é nosso irmão.

Tantas são marginalizadas,
Sem um pouco de carinho,
E tão triste vermos isso,
E espinhoso o caminho!

Tantas são desprezadas,
Sem carinho de ninguém,
Todos os dias  de vida,
Não lhes valeu sua  mãe.

Crianças desamparadas,
Sem carinho de ninguém,
Pela rua esfarrapadas,
Andam sempre ao desdém.

Tanta falta fez sua mãe,
Ficaram desamparadas,
Seus narizes a pingar,
Suas roupas esfrangalhadas!..

Infelizes, abandonadas,
Com uma vida tão cruel,
Pela rua amarguradas,
Seu viver tem sido fel!..

A existência cruel,
Que as marca toda a vida,
Nunca tiveram amparo,
Não encontraram guarida.

Foi assim a sua vida,
Numa constante tormenta,
Sem pai, sem mãe, sem ninguém,
A vida assim quem aguenta???!!!






samedi 29 décembre 2012

COMO DIRIA JOSÉ CID...




Todos os anos eu volto em Agosto ao mesmo lugar, isto é, vindo pelo Sul entro na rãs, viro à esquerda, passo pela Relva e desço lentamente aquela estrada  que outrora era caminho  que tantas vezes palmilhei, e que me leva ao Senhor dos Caminhos.
Observo, qual paisagem imutável, os mesmos pinheiros, os mesmos penedos, desde a idade em que com a minha bata branca e a minha faixa de cruzado, talvez desse uma nota de candura à procissão  dos Domingos de Lazaro.
Depois de dar uma volta ao Santuário, desço até à margem esquerda do Vouga, imobilizo-me no lugar onde outrora construía as minhas casinhas, observo com certa nostalgia aquele rectângulo verde seco, onde passei grande parte da minha adolescência, ora guardando a “castanha” e a “amarela” de Setembro a Janeiro, ora apanhando o feno sob o tórrido calor de Julho.
Tento atravessar o rio onde atravessei centenas de vezes para ir buscar agua fresca a uma nascente situada numa propriedade, pertença de alguém de Vila Boa; ( obrigado pela agua). Ai, um no aperta-me a garganta: Que é da agua cristalina  onde antigamente até lavávamos a loiça? Que é das libelinhas azuis que com os seus voos acrobáticos me faziam esquecer a arduidade do trabalho?
Hoje  abundam as algas e falta a agua. Até os peixes desertaram. Desço até à levada do Trabulo, e ai  ponho-me a sonhar: Não seria possível construir ai uma mini barragem que evitaria  as inundações no Inverno, e constituiria uma reserva para o combate aos incêndios do Verão? E quem sabe se os aviões tipo Canadair lá poderiam abastecer?!
Regresso à Igreja; imagino já a agua visível do adro a partir do qual se poderia abrir uma estrada directa ao rio. Quem sabe se até o Senhor dos Caminhos apreciaria! Viriam os peregrinos e os turistas; os peregrinos poderiam tomar banho, e os turistas poderiam rezar e deste modo o Verão seria uma festa naquele local sagrado!
Um tanto ou quanto extenuado, retiro-me para uma sombra. Recordo os duros trabalhos efectuados durante tantos anos nas imediações da igreja, compensados com as merendas dos dias de festa: o bom cabrito assado e o bom vinho tinto. Se o Senhor dos Caminhos o permitir, para o ano cá estaremos de novo.

António S. Leitão.

dimanche 4 novembre 2012

PELA PATRIA.




Por António correia de Oliveira.

Ouve, meu filho: cheio de carinho,
Ama as arvores, ama. E se puderes,
(E poderás: tu podes quanto queres!)
Vai-as plantando à beira do caminho.

Foto autor.
Hoje uma, outra amanha, devagarinho.
Serão em fruto e em flor quando cresceres.
Façam os outros como tu fizeres:
Aves de Abril que vão compondo o ninho.

Torne fecunda e bela cada qual,
A terra em que nascer: e Portugal
Será fecundo e belo, e o mundo inteiro.

Fortes e unidos, trabalhai assim...
A Pátria não é mais do que um jardim
Onde nos todos temos um canteiro.
 


samedi 6 octobre 2012

ELES LEVAM TUDO.



Por Fernando S. Leitão.

Tudo é desconcertante
E o aparente vazio
Embora seja Primavera
Os pobres têm mais frio.

O vazio é brutal
Na sua governação
E um autêntico carnaval
O Pais esta a leilão.

Eu vou dizendo então
Que há tanta crueldade
A revolta é necessária
Para acabar com a maldade.

E sem do nem piedade
Pelos mais desprotegidos
Os “vampiros” esvoaçam
Ouvem-se tantos gemidos.

Pensando que tudo podem
Pelos seus distribuir
Teremos nos mito gosto vê-los
Com suas malas partir.

Não dizendo isto a rir
E caso para pensar
Continuando “gamando”
Onde isto ira parar.

Pondo-me eu a olhar
Eu já vi tanta asneira
Todas as negociatas
Envergonham a Bandeira.

Traíram os seus heróis
Os seus feitos denegriram
Eu pergunto: qual é o seu pais?
As estrelas encobriram.

Há profundo distanciamento
Em relação à politica
Se eles não se emendam
Chovera imensa critica.

Organizar a resistência
E urgente e necessário
Quem a isto disser que não
Venha provar-me o contrario.

Neste tempo agonizante
Terá de haver alternativa
Com estes “gajos” assim
E melhor que vão para a estiva.



samedi 1 septembre 2012

L'INDIFFERENCE.




By  Gilbert  Bécaud

Les  mauvais  coups, les lâchetés
Quelle importance
Laisse-moi te dire
Laisse-moi te dire et te redire ce que tu sais
Ce que détruit le monde c’est :
L’indifférence

Elle a rompu et corrompu
Même l’enfance
Um homme marche
Um homme marche, tombe crève dans la rue
Eh bien personne ne l’a vu
L’indifférence

L’indifférence
Elle te tue à petits coups
L’indifférence
Tu es l’agneau, elle est le loup
L’indifférence
Um peu de haine, un peu d’amour
Mais quelque chose
L’indifférence
Chez toi tu n’es qu’un inconnu
L’indifférence
Tes enfants ne te parlent  plus
L’indifférence
Tes vieux n’écoutent même plus
Quand tu leur causes

Vous vous aimez et vous avez
Un lit qui danse
Mais elle guette
Elle vous guette et joue au chat à la souris
Mon jour viendra qu’elle se dit
L’indifférence

L’indifférence
Elle te tue à petits coups
Indifférence
Tu es l’agneau, elle est le loup
L’indifférence
Um peu de haine
 Un peu d’amour
Mais quelque chose

L’indifférence
Tu es cocu et tu t’en  fous
L’indifférence
Elle fait ses petits dans la boue
L’indifférence
Y a plus de haine, y a plus d’amour
Y a plus quelque  chose

L’indifférence
Avant qu’on en soit tous crevés
D’indifférence
Je voudrais la voir crucifier
L’indifférence
Quelle soit belle écartelée
L’indifference.