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samedi 6 octobre 2012

ELES LEVAM TUDO.



Por Fernando S. Leitão.

Tudo é desconcertante
E o aparente vazio
Embora seja Primavera
Os pobres têm mais frio.

O vazio é brutal
Na sua governação
E um autêntico carnaval
O Pais esta a leilão.

Eu vou dizendo então
Que há tanta crueldade
A revolta é necessária
Para acabar com a maldade.

E sem do nem piedade
Pelos mais desprotegidos
Os “vampiros” esvoaçam
Ouvem-se tantos gemidos.

Pensando que tudo podem
Pelos seus distribuir
Teremos nos mito gosto vê-los
Com suas malas partir.

Não dizendo isto a rir
E caso para pensar
Continuando “gamando”
Onde isto ira parar.

Pondo-me eu a olhar
Eu já vi tanta asneira
Todas as negociatas
Envergonham a Bandeira.

Traíram os seus heróis
Os seus feitos denegriram
Eu pergunto: qual é o seu pais?
As estrelas encobriram.

Há profundo distanciamento
Em relação à politica
Se eles não se emendam
Chovera imensa critica.

Organizar a resistência
E urgente e necessário
Quem a isto disser que não
Venha provar-me o contrario.

Neste tempo agonizante
Terá de haver alternativa
Com estes “gajos” assim
E melhor que vão para a estiva.



samedi 1 septembre 2012

L'INDIFFERENCE.




By  Gilbert  Bécaud

Les  mauvais  coups, les lâchetés
Quelle importance
Laisse-moi te dire
Laisse-moi te dire et te redire ce que tu sais
Ce que détruit le monde c’est :
L’indifférence

Elle a rompu et corrompu
Même l’enfance
Um homme marche
Um homme marche, tombe crève dans la rue
Eh bien personne ne l’a vu
L’indifférence

L’indifférence
Elle te tue à petits coups
L’indifférence
Tu es l’agneau, elle est le loup
L’indifférence
Um peu de haine, un peu d’amour
Mais quelque chose
L’indifférence
Chez toi tu n’es qu’un inconnu
L’indifférence
Tes enfants ne te parlent  plus
L’indifférence
Tes vieux n’écoutent même plus
Quand tu leur causes

Vous vous aimez et vous avez
Un lit qui danse
Mais elle guette
Elle vous guette et joue au chat à la souris
Mon jour viendra qu’elle se dit
L’indifférence

L’indifférence
Elle te tue à petits coups
Indifférence
Tu es l’agneau, elle est le loup
L’indifférence
Um peu de haine
 Un peu d’amour
Mais quelque chose

L’indifférence
Tu es cocu et tu t’en  fous
L’indifférence
Elle fait ses petits dans la boue
L’indifférence
Y a plus de haine, y a plus d’amour
Y a plus quelque  chose

L’indifférence
Avant qu’on en soit tous crevés
D’indifférence
Je voudrais la voir crucifier
L’indifférence
Quelle soit belle écartelée
L’indifference.







SENHOR DOS CAMINHOS. (A carvalha.)




Por Fernando S. Leitão.

Caminhante peregrino
Cuida do teu caminhar
Senta-te a minha sombra
Para um pouco descansar.

Sou uma arvore frondosa
Da gosto para mim olhar
Tenho tronco, braços e ramos
Onde os pássaros vêm cantar.

Também dou lenha para aquecer
Em dias de invernar
Olha peregrino em redor
Trata-nos com algum cuidar.

A carvalha.
(foto autor.)
As arvores deves amar
Foi um bem que Deus nos deu
Refrescando aqui um pouco
Mais parece estares no Céu.

De uma pequena semente
Aqui estou para agasalhar
O mundo sem a minha sombra
Era um calor de abrasar.

Não querendo mais maçar
Quero pedir-te um favor
Rectifica o caminhar
Semeia um pouco de amor.

Atenua alguma dor
Do amigo ao teu lado
Os peregrinos que somos
E este o nosso fado.

São quatro horas da manha
 A Carvalha quero cantar
Olho par ti tantas vezes
Que me apetece rezar.








SENHOR DOS CAMINHOS. ( O SANTUARIO.)




Por Fernando S. Leitão.

Nesta sagrada capela
Tanta gente vem rezar
Aliviar seu pesar
Não há palavras que cheguem
Para o alivio sentido
Neste sagrado lugar.


O meu Senhor dos Caminhos
Encaminha os meus passos
Não me deixando perder
Acerta o meu caminhar
Não me deixando cair
Não me deixando sofrer.

Encaminha meu pensar
Esclarece-me as ideias
Dá-me um pouco de alegria
Eu vou rezando as vezes
Olhando a tua torre
Pai-Nosso e Ave-Maria.
Santuário do Senhor dos Caminhos
Ras Satao.
(foto autor)

Estas colunas teriam servido outrora para suportar
um coberto que se destinava
a abrigar os andores em dias de chuva.
(foto autor.)

Ajuda-me e esclarece
A existência da minha alma
Se para mim um clarão
Na tua capela colocamos
Esse teu sagrado chão.

No talegre nos cortamos
Esses belos quadrados
Que estão no teu interior
O trabalho que fizemos
Eu quero dizer bem alto
Foi feito com muito amor.

dimanche 22 juillet 2012

RECORDAR. Cont.


Por Fernando S. Leitao.

Oh laje do escorrega
Onde a roupa era rasgada
Era imensa a brincadeira
A que pode ser comparada?!

Da dois passos mais abaixo
Junto ao moinho do António da Fonte
Come ai um piquenique
E espera que eu te conte.

Esbaforidos vínhamos
Quando da parede do gato
Andar sempre ao pé delas
Era um tanto ou pouco chato.

Tal como fomos nascidos
Assim íamos para a agua
Sempre que eu penso nisso
Fica cá uma grande magoa!

E lá na poça do Corgo
Mesmo sem saber nadar
Sempre uns atrás dos outros 
Num constante chapinhar.

Uma passagem tão bela
Senta-te lá algum tempo
Leva boa companhia
Nunca mais esqueces o momento.

Penedo da Fontanheira
Tu és de grande beleza
De cima dele tu vias
A formosa natureza!

E do penedo da Estrela
Em amena cavaqueira
Os homens cortavam o feno
Lá em baixo junto à ribeira.

E tu do mocho chamado
Estas cheio de casinhas
Quem me dera ai brincar
Mesmo com os cabelos  branquinhos.

Mal um pouco de descuido
Estavam elas nos milheirais
Teu desabafo era sempre
Andares para ai aos ais.

Fomos tantos que ai andamos
Numa brincadeira sa
Mal se perdiam as vacas e ovelhas
Lá estava a mama.

RECORDAR.




Por  Fernando S. Leitão.

Às voltinhas no  São Bento
Tanta gente ai brincava
Foi ao bicho, à barra e à bola
Que a gente ai se deliciava

Milagrosa  Santa  Luzia
Dos sem luz és Padroeira
É  um dos  grandes desejos
Eu parar à tua beira.

Senhora das sete espadas
Bem sabes o que são dores
Penso eu e também outros
Que o mundo não são só flores.

Nossa Senhora das Dores
Tem sete espadas ao peito
Soldado tem sete letras
Serviram do mesmo jeito.

E lá da tal capelinha
Contemplas a Paradaia
Com toda a sua beleza
Quaisquer ser penso que desmaia.

Vai até àquele penedo
Do Bairro alto chamado
Estas mais perto do Céu
Mais junto do Deus adorado.

Vira-te agora para a Lapa
Vai à Corga da Estrumeira
Da terra que de lá tiraram
Já há tão pouca lameira.

Andando até ao estádio
Para ai um bocadinho
Olha as paragens distantes
Talvez fiques pasmadinho.

Lá em baixo fica o Vouga
Aquele que vai até Aveiro
Junto a esse memo curso
Fica tanto e tanto lameiro.

Vai até à parede do gato
E podes jogar à choca
Se não queres andar com a pinha
Podes levar com a moca.







mardi 17 juillet 2012

OS PORCOS APRECIAM QUE LHES ATIREM COMIDA, AS PESSOAS, NAO.




Perorando sobre a miséria ambiente, dizia um dia o Pr. da Republica que o Estado não pode acudir a todos, mas os que têm mais...
Se o Sr. Pr. tivesse andado na “escola” comigo, teria constatado que na parede de uma velha casota onde eu aprendi a ler e a contar, havia um  cartaz que em letras garrafais dizia: os que podem aos que precisam, colaborai na mendicidade. O Sr. Pr. andou por outras bandas e descuidado, quase ressuscitava  o velho slogan salazarista: dêem uma esmola ao pobrezinho.
O Senhor Presidente, o que os pobres querem, não é caridade, mas justiça; as pessoas carenciadas não querem que lhes levem de vez em quando um quilo de arroz e uma lata de salsichas, o que elas precisam e ter o suficiente para viver de cabeça levantada com dignidade. Não são esmolas que queremos, mas viver como homens , não como bichos, (viver como espírito, não como célula.) Assim diziam os entendidos. Já lá vão muitos anos, certo escritor dizia: A vigésima quinta hora, é aquela em que a nobreza do espírito, não mais será subjugada, à tirania da matéria, mas essa hora cada dia que passa, se afasta mais de nos.
Dizem por ai, Sr. Pr. que há pessoas que gozam de boa saúde e não querem trabalho, mas isso é treta ou são em numero reduzido. Na minha terra todos trabalham desde que tenham emprego; se o Senhor conhece alguns que se agarram ao rendimento mínimo, por comodidade, pegue-lhes na mão, uma palmadinha nas costas, e diga-lhes que trabalhem um bocadinho: 1 hora  hoje,2 amanha, 3 no dia seguinte, e assim sucessivamente, porque o trabalho faz calos, estraga as mãos, você não sabe, mas eu digo-lhe: o trabalho fodernica as mãos todas, e se não há emprego para os trabalhadores, como quer você que trabalhem os poucos malandros que possam existir? E de qualquer forma, trabalho rima com trabalhador não com malandro, mas que reguem os jardins públicos, que limpem as florestas, calmamente, mas que retribuam o que os contribuintes lhes dão.
E costume dizer-se que o Estado paga, mas onde vai ele buscar o dinheiro se não é ao bolso dos contribuintes? Tanto quanto sei ainda não foi encontrado um poço de petróleo sob o palácio de Belém, ou uma mina de ouro sob S. Bento. E o dinheiro para os vossos carrões, onde vão busca-lo? Se me pedem um imposto, gosto e saber para onde vai, se derem um subsidio, procuro saber de onde vem; não vou dizer que o generoso Estado me deu uma ajuda, se são os impostos do meu vizinho que financiam; e quem sabe se ele se levanta mais cedo que eu! Por enquanto a alvorada toca mais cedo em minha casa, no futuro, veremos.

A.L.